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Zé Renato canta a parceria fundamental de Tom Jobim com Newton Mendonça

Cantor festeja 70 anos de vida e 50 de carreira em show “NewTom” ao lado do quarteto Conexão Rio

Com informações de g1

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Zé Renato (de braços cruzados) dá voz a músicas de Tom Jobim (1927 – 1994) com Newton Mendonça (1927 – 1060) em show com o grupo Conexão Rio — Foto: Divulgação
Zé Renato (de braços cruzados) dá voz a músicas de Tom Jobim (1927 – 1994) com Newton Mendonça (1927 – 1060) em show com o grupo Conexão Rio

Foto: Reprodução

Newton Mendonça (1927– 1960) foi importante parceiro de Tom Jobim (1927 – 1994)

Newton Mendonça, compositor e pianista carioca nascido em 14 de fevereiro de 1927 e morto em 22 de novembro de 1960, ocupa na obra de Tom Jobim (1927 – 1994) um lugar parecido com o de Vadico (1910 – 1962) na trajetória de Noel Rosa (1910 – 1937). Os dois foram decisivos para o trabalho dos parceiros mais conhecidos, mas acabaram relegados a segundo plano pela memória popular.

Newton morreu aos 33 anos, vítima de infarto. Para lembrar sua trajetória, o cantor Zé Renato leva ao palco da casa Manouche, no Rio de Janeiro (RJ), o show “NewTom – Uma visita ao repertório de Newton Mendonça e Tom Jobim”, com o quarteto carioca Conexão Rio. A apresentação está marcada para a próxima sexta-feira, 30 de outubro, e pretende chamar atenção para a relevância de Newton Ferreira de Mendonça, cujo centenário de nascimento ocorre em 2027, mesmo ano em que se completam cem anos do nascimento de Jobim.

Para Zé Renato, o espetáculo tem um duplo motivo de celebração. Reconhecido como um dos grandes cantores do país desde o fim dos anos 1970, quando passou a integrar o Boca Livre como vocalista, ele chega aos 70 anos de idade (completados em 1º de abril) e soma 50 de carreira. A trajetória começou em 1976, quando o então estreante José Renato Botelho Moschkovich entrou para o grupo vocal Cantares.

O Conexão Rio, formado por André Cechinel (piano), Fernando Barroso (baixo), Fernando Clark (guitarra) e Zé Mario (bateria), acompanha o cantor e ajuda a mostrar que Newton foi um companheiro essencial de Tom.

Canções que marcaram a parceria

Ainda em 1958, no segundo semestre, Tom compôs com Newton o samba “Desafinado”, uma peça dissonante que acabou se tornando uma espécie de manifesto da bossa nova. Gravada no mesmo ano, a música só chegou ao disco em fevereiro de 1959, na interpretação de João Gilberto (1931 – 2019).

Também célebre é “Samba de uma nota só”, lançado em 1960, ano da morte de Newton, embora sua ideia inicial remonte a 1954.

A dupla assinou ainda “Meditação”, de 1959, gravada por Isaura Garcia (1919 – 1993) e transformada em clássico de alcance internacional.

“Caminhos cruzados”, de 1958, e “Discussão”, de 1959, completam o time de grandes sucessos desse encontro. As duas ganharam registro fonográfico na voz de Sylvia Telles (1935 – 1966), intérprete mais associada à dupla.

Início da parceria

O primeiro encontro profissional entre Jobim e Newton aconteceu em 1952, na boate Posto Cinco, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1953, o cantor Mauricy Moura (1926 – 1977) foi o primeiro a gravar a parceria, com “Incerteza”.

Outras composições também ganharam espaço no repertório. “Foi a noite”, bastante regravada, saiu em 1956 com Sylvia Telles. Já “Luar e batucada”, um samba mais tradicional e menos conhecido, também foi lançado naquele ano pela mesma intérprete.

Completam a produção da dupla “Brigas” (1958), “Domingo azul do mar” (1961), “Perdido nos teus olhos” (1959), “Só saudade” (1956) e “Teu castigo” (1956). São sambas, sambas-canção e canções que podem soar em sintonia com a sensibilidade lírica do canto de Zé Renato, que já soma cinco décadas de carreira.

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