Música

Lançamento

Chico Lobo dá 'Recibo de violeiro' em álbum que mapeia o Brasil rural com toadas, folia, batuque, moda e até rock

Participações de Fernanda Takai, Grupo Mutirão, Humberto Gessinger, Jane Duboc, John Ulhoa, Leila Pinheiro e Zeca Baleiro marcam o 36º disco do artista mineiro.

Com informações de g1

Foto: Divulgação

Chico Lobo na capa do 36º álbum do artista, 'Recibo de violeiro', no mercado a partir de sexta-feira, 30 de outubro — Foto: Divulgação
Chico Lobo na capa do 36º álbum do artista, 'Recibo de violeiro', no mercado a partir de sexta-feira, 30 de outubro

Três décadas se passaram desde o lançamento de “No braço dessa viola” (1996), primeiro disco solo de Chico Lobo, e já são 45 anos desde sua estreia nos palcos, em 1981, no Teatro Municipal de São João del-Rei, ao lado do Grupo Mutirão. Agora, o violeiro segue ligado às raízes do interior e ao instrumento que o acompanha em seu 36º álbum, batizado de “Recibo de violeiro”.

Lançado pela gravadora Kuarup a partir de sexta-feira, 30 de outubro, o trabalho também sai em CD (disco compacto). O repertório percorre toadas, folias de reis, batuques e até uma aproximação com a bossa nova em “Seu olhar” (Chico Lobo), canção em que o ritmo rural se mistura à bossa graças à voz e ao piano de Leila Pinheiro.

A paraense Leila Pinheiro faz parte do time de convidados, que inclui ainda Fernanda Takai, Grupo Mutirão, Humberto Gessinger, Jane Duboc, John Ulhoa e Zeca Baleiro.

Zeca Baleiro, parceiro de Chico Lobo na canção folk “Coração de sertãozinho”, define o violeiro como “mapeador musical do Brasil”. Segundo ele, “Chico Lobo é catira e rock, modão e reisado, blues e congada”. Maranhense, Baleiro faz essa leitura de um mineiro nascido em São João del-Rei, Minas Gerais, em 1964.

A direção musical ficou a cargo de Ricardo Gomes, que produz os discos do violeiro desde 2016. A viagem sonora vai do samba rural “Cantar é um dom maior” até a moda de viola “Viola do tempo”, composição feita em parceria com o poeta gaúcho Carlos Di Jaguarão. Ao todo, são dez faixas autorais.

Ao longo do disco, surgem a toada romântica “A manteiga e o pão” e o calango mineiro “Goiabada com queijo”, que Chico Lobo divide com John Ulhoa tanto na autoria quanto no canto, com a participação de Fernanda Takai. No batuque de viola “Batuquinho”, ele volta a dividir espaço com o Grupo Mutirão, enquanto “Na companhia de bichos” traz uma folia de reis. A faixa-título, “Recibo de violeiro”, avança pelo rock rural: é uma parceria com Thales Martinez, gravada com a participação de Humberto Gessinger, músico oriundo do rock que também se mostra habilidoso no toque da viola. Já Jane Duboc se junta ao violeiro na toada “Águas do meu amor”, que aborda a causa ecológica.

O disco é dedicado por Chico Lobo aos integrantes do Grupo Mutirão, com quem ele subiu ao palco pela primeira vez há 45 anos, em 1981.

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