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Morre Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, aos 72 anos

Sanfoneiro morreu aos 72 anos e deixa legado de fusões entre a música nordestina e gêneros como jazz, blues e música erudita

Com informações de g1

Foto: Divulgação

Referência no toque da sanfona, Oswaldinho do Acordeon (1954 - 2026) morre aos 72 anos — Foto: Divulgação
Referência no toque da sanfona, Oswaldinho do Acordeon (1954 - 2026) morre aos 72 anos

Aos 72 anos, morreu neste domingo, 25, Oswaldinho do Acordeon, um dos nomes mais importantes da música nordestina, universo frequentemente agrupado sob o rótulo de forró. Virtuoso da sanfona, ele era considerado uma referência no instrumento. A notícia foi divulgada em redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do artista, e pelo radialista Orlando Camboim. Nenhum dos dois informou a causa da morte.

Entre as manifestações, Chico César compartilhou a notícia e lamentou: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”. Já o guitarrista Nelson Faria afirmou: “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”.

Oswaldo de Almeida e Silva nasceu em 5 de junho de 1954, em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro (RJ). Cantor, compositor e acordeonista, destacou-se pela técnica apurada. Considerado um verdadeiro craque da sanfona, ampliou os limites da música nordestina ao unir ritmos regionais a gêneros como rock, jazz, blues e música erudita.

Filho do sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo (1927 – 1997), Oswaldinho aprendeu a tocar sozinho, de forma autodidata, com o incentivo do pai e a convivência com Luiz Gonzaga (1912 – 1989), Dominguinhos (1941 – 2013) e Sivuca (1930 – 2006), que frequentavam a casa de Pedro Sertanejo.

Ao lado de Dominguinhos e Sivuca, ele gravou o álbum “Cada um belisca um pouco”, lançado em 2004 pela gravadora Biscoito Fino, em um encontro musical de grande peso.

A carreira começou cedo. Aos nove anos, em 1963, Oswaldinho estreou no mercado fonográfico como convidado em um disco do pai, que divulgava o forró na cidade de São Paulo (SP), onde a família se instalou depois de morar no Rio de Janeiro.

Aos 12 anos, em 1966, lançou seu primeiro single. Desde então, firmou-se como referência do acordeom ao longo de 60 anos de carreira, aprimorando a técnica com aulas de diversos professores. Também chegou a extrair efeitos incomuns da sanfona.

Discografia

Os primeiros discos saíram nos anos 1970. “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), “Só quero um xodó” (1974) e “Oswaldinho” (1975) foram editados pela Tropicana, gravadora voltada a artistas nordestinos.

Na sequência, “Forró pop” (1977), “Lágrimas de namorados” (1978) e “Natureza” (1979) chegaram ao mercado pela Copacabana, companhia fonográfica nacional. O trabalho que levou o artista às portas dos festivais europeus foi “Forró in concert”, lançado em 1981 pela Continental.

Trabalhos posteriores, como “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011), mostraram sua capacidade de mesclar ritmos nordestinos a outras linguagens, ampliando os horizontes do forró e da sanfona com uma combinação de técnica e versatilidade. No meio musical, era chamado de mestre, título que resume sua trajetória.

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