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Samba e história

Parceiro pouco conhecido de Jorge Aragão, Jotabê festeja no palco os 50 anos de sucesso do samba 'Malandro'

Compositor, que completa 80 anos, sobe ao palco do Teatro Rival em show que celebra meio século do samba gravado por Elza Soares

Com informações de g1

Foto: Divulgação

Jotabê, parceiro de Jorge Aragão em sambas como 'Cabelo pixaim' (1977) e 'Logo agora' (1979), celebra a trajetória como compositor no show 'Malandro 50 anos – Jotabê convida' — Foto: Divulgação
Jotabê, parceiro de Jorge Aragão em sambas como 'Cabelo pixaim' (1977) e 'Logo agora' (1979), celebra a trajetória como compositor no show 'Malandro 50 anos – Jotabê convida'

Foi em 1976 que Elza Soares (1930-2022) levou “Malandro” ao conhecimento do público brasileiro, na gravação feita para o disco “Lição de vida”. Naquela ocasião, a cantora carioca também contou quem eram os autores da música. Um deles era Jorge Aragão, que depois ganharia notoriedade como intérprete, primeiro no grupo Fundo de Quintal e, a partir de 1981, em carreira solo.

O outro autor era João Batista Alcântara, também carioca, conhecido como Jotabê. Na época, ele tinha 20 anos, já que nasceu em 19 de junho de 1946, em Santa Cruz, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Mesmo sendo um parceiro decisivo de Aragão entre 1976 e 1983, Jotabê passou as cinco décadas seguintes longe dos holofotes.

Agora, porém, ele decide aparecer para celebrar o meio século de “Malandro”. A composição foi lançada em 1976, mas já havia sido criada por Aragão e Jotabê oito anos antes, em 1968, bem antes de ganhar fama com a voz de Elza Soares.

O espetáculo “Malandro 50 anos – Jotabê convida” terá direção e roteiro de Marcos Salles e será apresentado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro. Quem comanda a noite é justamente o parceiro pouco lembrado do cantor.

Com o grupo Samba e Água Fresca e as participações de Bia Ferraz, Marquinho China, Wanderley Monteiro e Weber Werneck, Jotabê revisita sua trajetória de compositor. Entre os sucessos lembrados estão “Cabelo pixaim” (1977), “Logo agora” (1979), “Bar da esquina” (1980), “Leva e traz” (1981), “Má intenção” (1981), “Pedaço de ilusão” (1981) e “Meu pensamento” (1983), todos feitos em parceria com Jorge Aragão.

A direção musical e os arranjos ficam a cargo de Michel Sapienza. Além de marcar os 80 anos de Jotabê e os 50 anos de “Malandro”, o show também resgata outras parcerias do compositor, com Marquinhos China, Sombrinha e Wanderley Monteiro.

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